Donaldo Barrios / Serviço de fotografia de Juan Guaidó / AFP
Donaldo Barrios / Serviço de fotografia de Juan Guaidó / AFP

Guaidó se reúne nesta terça com funcionários públicos venezuelanos

Líder opositor fala em tomar decisões que levem ‘ao fim da usurpação, ao governo de transição e a eleições livres’; ex-prefeito de Caracas, Antonio Ledezma destaca no Twitter a cobertura midiática mundial sobre a volta do presidente interino

Redação, O Estado de S.Paulo

05 de março de 2019 | 09h43

O líder opositor e autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, disse no Twitter que se reunirá nesta terça-feira, 5, com funcionários públicos do país. Ele retornou na segunda-feira ao território venezuelano e, em seu primeiro discurso após a volta, convocou uma reunião com sindicatos e um novo protesto nacional para o sábado 9 com o objetivo de ampliar a pressão ao regime chavista.

“Vamos dar os primeiros passos para recuperar nossa burocracia e seguir construindo as capacidades dentro e fora do nosso país que nos levem ao fim da usurpação, ao governo de transição e a eleições livres”, afirmou Guaidó na rede social.

Após chegar em um voo comercial, o líder opositor desembarcou no aeroporto internacional de Maiquetía, em um sinal de determinação de Guaidó e uma aparente concessão de Nicolás Maduro, já que seria impossível um fugitivo da Justiça - como o opositor é considerado - passar pelo controle migratório sem o conhecimento do presidente. 

No aeroporto, Guaidó - reconhecido como presidente interino por mais de 50 países, entre eles Brasil e EUA - foi recebido por embaixadores de países europeus e do Chile. Em seguida, seguiu para uma praça no centro de Caracas. “Não vão nos deter com ameaças. Aqui estamos mais fortes e unidos do que nunca”, disse em seu discurso ao regressar, aclamado por centenas de partidários vestidos de branco e com bandeiras da Venezuela.

Ex-prefeito de Caracas

Também nesta manhã, o ex-prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, falou no Twitter sobre a cobertura midiática mundial da volta de Guaidó à Venezuela e publicou uma montagem com capas de jornais que ilustram a notícia.

“E seguimos sendo notícia de primeira página no mundo”, disse Ledezma, acrescentando que dentro de alguns dias as manchetes falarão sobre o fim do governo Maduro.

Ledezma fugiu da Venezuela e está exilado na Espanha desde 2017 depois de passar quase dois anos em prisão domiciliar sob alegação de tentar organizar um golpe contra o presidente venezuelano.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.