Luis ROBAYO / AFP
Luis ROBAYO / AFP

Guaidó vai propor a países "todas as opções" para libertar Venezuela

Chefe do Parlamento da Venezuela anunciou também que participará da reunião do Grupo de Lima, em Bogotá, "para discutir possíveis ações diplomáticas" contra o regime de Nicolás Maduro

EFE, O Estado de S.Paulo

24 de fevereiro de 2019 | 01h02

CARACAS - O chefe do Parlamento, Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente da Venezuela há um mês, disse, em mensagem no Twitter, neste sábado, que, em relação aos eventos ocorridos no seu país, vai propor formalmente à comunidade internacional "todas as opções" para libertar sua pátria. 

Tradução: Os acontecimentos de hoje me obrigam a tomar uma decisão: apresentar à Comunidade Internacional de maneira formal que devemos ter abertas todas as opções para conquistar a libertação desta Pátria que luta e seguirá lutando. A esperança nasceu para não morrer, Venezuela. 

Guaidó divulgou sua mensagem após os distúrbios ocorridos nas fronteiras da Venezuela por onde se esperava que entrasse a ajuda humanitária estocada, no Brasil e na Colômbia, e que foi bloqueada por funcionários do Governo de Nicolás Maduro. 

O líder opositor, que se encontra na cidade colombiana de Cúcuta desde ontem, lembrou também que, na segunda-feira, irá à reunião do Grupo de Lima - integrado a princípio por 14 países do continente americano - que será realizada em Bogotá. "Vamos nos reunir com todos os chanceleres da região e também com o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, para discutir possíveis ações diplomáticas", declarou Guaidó, sobre o Grupo de Lima. 

Ele acrescentou que vai continuar "buscando todos os apoios necessários para acabar com a tirania", em referência à permanência no poder de Maduro. "Hoje vimos como um homem, que não sente dor pelo povo da Venezuela, manda queimar comida necessária para um povo faminto. Vimos queimar remédios em frente de doentes", disse Guaidó. 

Além disso, disse que continuará ordenando "ações dentro do país". "A pressão interna e externa são fundamentais para a libertação", afirmou, em outro tweet. 

O opositor informou que teve uma reunião com os militares que hoje desertaram da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) e buscaram refúgio na Colômbia, e disse que os funcionários lhe reiteraram que dentro do corpo militar o que há é "medo, necessidade e falta de respeito". 

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