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Guam, a estratégica ilha do Pacífico

O território era da Espanha, mas virou colônia dos EUA após a Guerra Hispano-Americana

O Estado de S.Paulo

09 Agosto 2017 | 23h02

Ameaçada pela Coreia do Norte, a Ilha de Guam é um pequeno território americano perdido no meio do Oceano Pacífico ocidental, considerado essencial para os Estados Unidos do ponto de vista militar.

Espanhola, mas americana -

Guam, uma ilha de 550 quilômetros quadrados, foi descoberta em 1521 pelo navegador português Fernando de Magalhães, mas ocupada desde 1526 pela Espanha.

Virou colônia dos Estados Unidos por meio do Tratado de Paris, de 1898, que pôs fim à Guerra Hispano-Americana. Foi invadida pelo Japão em dezembro de 1941, no início da Guerra do Pacífico, mas recuperada pelos Estados Unidos em 1944.

Direitos limitados -

Guam tem status de território não incorporado dos Estados Unidos, como ocorre com Porto Rico.

Seus 162 mil habitantes, dos quais 40% pertencem à população indígena chamorro, são cidadãos americanos, mas com direitos limitados.

Não podem participar das eleições nos Estados Unidos, e o único representante da ilha no Congresso não tem direito a voto nos projetos de lei.

Regularmente, surgem pedidos de referendo de autodeterminação, mas a Justiça federal americana os rejeita.

O republicano Eddie Calvo atua desde 2011 como governador.

Em Guam, que figura na lista da ONU de territórios não-autônomos, 45 mil pessoas recebem ajuda alimentar e se beneficiam do sistema de saúde americano.

Base militar estratégica -

Situada 2.600 km ao leste das Filipinas, Guam é um ponto estratégico para as forças americanas, que contam com 6.000 soldados distribuídos em várias bases aérea e naval.

Dessa ilha, a principal do arquipélago das Marianas, partiam os bombardeiros B-52 para atacar Hanói durante a Guerra do Vietnã (1955-1975).

Praias paradisíacas -

O Exército dos Estados Unidos contribui de maneira importante para a economia local, igualmente dependente do turismo.

As praias paradisíacas, os complexos hoteleiros e as lojas duty-free representam um terço dos empregos em Guam, que atraiu mais de 1,5 milhão de visitantes em 2016. A maioria é japonesa e coreana. O PIB per capita foi de 35.439 dólares em 2015. / AFP

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