Guantánamo afeta reeleição de Obama, dizem analistas

A imagem do presidente americano, Barack Obama, pode ser afetada no exterior pelo fato de ele não ter fechado a prisão de Guantánamo, em Cuba, após dois anos de governo. Nos Estados Unidos, entretanto, sua reeleição, em 2012, estaria comprometida se ele tivesse cumprido a promessa, segundo analistas.

AE, Agência Estado

26 de abril de 2011 | 07h53

"Acredito que sua promessa de campanha tenha sido sincera na época, mas também foi um erro", afirmou Thomas Mann, do Brookings Institution. "Suspeito que a prisão esteja funcionando enquanto Obama estiver na Casa Branca."

De acordo com o analista conservador Michael Barone, Obama não se arriscará a um confronto com a opinião pública sobre um tema tão sensível quanto a prisão de Guantánamo, destinada a suspeitos de envolvimento nos atentados de 11 de setembro de 2001 e em outros atos de terror.

Mesmo no partido de Obama, o Democrata, vários congressistas chegaram a pedir que o presidente não enviasse a proposta de fechamento da prisão ao Congresso. "Se a opinião pública for contra o fechamento de Guantánamo, Obama não levará adiante sua promessa. Primeiro, porque a maioria dos americanos não quer isso. Segundo, porque será perigoso para seu futuro político", disse Barone. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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