Guantánamo pode não ser fechada até janeiro, dizem fontes

O presidente dos EUA, Barack Obama, pode não conseguir cumprir sua promessa de fechar até janeiro a prisão de Guantánamo, devido às dificuldades legais e logísticas que implicam na transferência de mais de 220 prisioneiros, disseram fontes da agência Associated Press.

(AE-AP), Agencia Estado

26 de setembro de 2009 | 13h19

Vários membros do governo reconheceram na sexta-feira pela primeira vez que as dificuldades em revisar a situação de cada detento e resolver outras questões espinhosas indicam que o prazo prometido pelo presidente pode não ser cumprido.

Auxiliares de Obama aceleraram os trabalhos para fechar a prisão e o presidente continua comprometido com seu objetivo da mesma forma como quando fez a promessa, um de seus primeiros atos no poder, disseram os membros do governo à AP, em condição de anonimato por ser uma questão delicada. Eles afirmaram que a Casa Branca segue confiante em cumprir o prazo.

A prisão militar dos EUA em Cuba foi criada pelo ex-presidente George W. Bush depois dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, para confinar suspeitos de pertencer à Al-Qaeda, ao Taleban, além de combatentes capturados no Afeganistão e em outros lugares. Atualmente, há aproximadamente 225 presos em Guantánamo.

Obama prometeu fechar a prisão pouco tempo após assumir a presidência e repetiu a promessa diversas vezes desde então, por considerar isso crucial para restaurar a imagem dos EUA no mundo e criar uma abordagem antiterrorista mais efetiva.

Mas oito meses depois da promessa inicial, e com menos de quatro meses até o término do prazo, uma série de dificuldades continua sem solução, como o estabelecimento de novas regras para julgamentos militares, encontrar outra prisão para transferir os detentos e encontrar países dispostos a aceitar os que puderem ser libertados.

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