EFE/Alejandro García
EFE/Alejandro García

Guarda Civil espanhola revista sede da polícia catalã em busca de gravações

Agentes procuram encontrar relatórios sobre o dia do plebiscito realizado no dia 1.º de outubro e considerado ilegal por Madri

O Estado de S.Paulo

31 Outubro 2017 | 11h58

MADRI - A Guarda Civil espanhola revistou nesta terça-feira, 31, a sede central da polícia catalã e outras delegacias em busca de relatórios sobre o dia do plebiscito realizado no dia 1.º. de outubro, declarado inconstitucional por Madri, informou um porta-voz do órgão.

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"Estamos fazendo uma inspeção relativa às comunicações que foram realizadas pela Mossos d'Esquadra (polícia regional catalã) durante a jornada do plebiscito ilegal de 1.º de outubro", indicou o porta-voz.

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As buscas, segundo a fonte, foram ordenadas pelo Tribunal número 3 da Audiência Nacional, a cargo da juíza Carmen Lamela.

O papel da polícia catalã foi criticado por fontes da Guarda Civil que consideraram que ela não ajudou os agentes a cumprirem as ordens de impedir o plebiscito, proibido pela Justiça espanhola.

A polícia da Espanha acusou vários centros eleitorais de impedirem seu acesso para requisitar urnas e cédulas para o plebiscito declarado ilegal.

Josep Lluis Trapero - destituído de seu cargo de chefe da polícia catalã em meio à intervenção da Catalunha por parte do governo central, após a declaração unilateral de independência - está em liberdade provisória, acusado de sedição pela juíza Carmen Lamela.

Por esse caso, inicialmente aberto para investigar os fatos ocorridos no dia 20 de setembro, quando a polícia catalã foi acusada de não ajudar diante da ação da polícia espanhola contra centenas de manifestantes em Barcelona, estão também em prisão preventiva dois líderes influentes de organizações independentistas.

As buscas desta terça-feira não são as primeiras realizadas nos edifícios da Mossos d'Esquadra. A Guarda Civil já havia registrado há alguns dias revistas em ao menos duas dependências da polícia regional em busca de suas gravações no dia 1.º de outubro. / AFP

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