Carlos Díaz/EFE
Carlos Díaz/EFE

Guarda Civil Espanhola terá primeira diretora-geral mulher

Força policial criada em 1844 tem entre seus poderes o controle de armas e explosivos, o tráfego interurbano e a proteção de fronteiras, portos e aeroportos

Redação, O Estado de S.Paulo

17 de janeiro de 2020 | 16h45

A Guarda Civil Espanhola, uma força policial criada em 1844, terá pela primeira vez uma mulher como diretora-geral, anunciou nesta sexta-feira, 17, o governo de coalizão do socialista Pedro Sánchez.

"María Gámez Gámez é a primeira mulher a se encarregar da Direção Geral da Guarda Civil", disse em comunicado o Ministério do Interior, cujo chefe, Fernando Grande-Marlaska, propôs o nome da oficial. 

A promoção de María Gámez se deve à política governamental de Pedro Sánchez, composta por socialistas e o partido Podemos, de promover uma maior presença feminina em altas posições.

A executiva, que assumiu o cargo na última segunda-feira, tem 11 ministros e 11 ministras, incluindo a chefe de Igualdade Irene Montero, líder da esquerda radical do Podemos.

María Gámez, formada em Direito, era até agora subdelegada do governo na província de Málaga, na Andaluzia.

Lá, há um ano, ela supervisionou uma das operações de resgate mais difíceis e extraordinárias realizadas na Espanha: a do pequeno Julen Roselló, um garoto de dois anos que caiu acidentalmente em um poço abandonado, a mais de 100 metros de profundidade.

A busca, que manteve o país em suspense e da qual a Guarda Civil participou, mobilizou uma equipe especializada de mineiros e centenas de equipes de resgate, que enfrentavam a impossibilidade de descer o poço estreito, com apenas 25 cm de diâmetro.

Finalmente, eles encontraram o garoto depois de 13 dias . Ele já estava morto.

Gámez dirigirá essa força policial militarizada, que entre seus poderes tem o controle de armas e explosivos, o tráfego interurbano e a proteção de fronteiras, portos e aeroportos, além de atuar como polícia judiciária. /AFP

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