REUTERS/Ivan Alvarado
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Guarda Civil investiga polícia catalã por atuação em plebiscito

Autoridades de Madri solicitaram gravações das comunicações internas dos Mossos d'Esquadra, a polícia regional da Catalunha, em investigação que apura se a corporação não teria cumprido suas funções durante votação separatista em 1º de outubro

O Estado de S.Paulo

19 Outubro 2017 | 11h49

BARCELONA - Agentes da Guarda Civil da Espanha entraram nesta quinta-feira, 19, por ordem judicial na sede da delegacia central da polícia regional catalã na cidade de Lérida, a cerca de 160 km de Barcelona, para buscar informações sobre o papel desta corporação durante o plebiscito separatista realizado no dia 1º de outubro.

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Nesta data, os Mossos d'Esquadra, nome oficial da polícia regional, tinham a responsabilidade de lacrar as sedes eleitorais e requisitar as urnas e cédulas que deveriam ser utilizadas na consulta em cumprimento de um mandato judicial, uma atuação que foi questionada

Os guardas civis solicitaram as gravações do posto telefônico de comunicações na área durante 1º de outubro, entre outros documentos, informaram fontes da investigação.

A Guarda Civil (corpo policial de âmbito estatal) chegou à delegacia em Lérida dois dias após ter entrado no edifício do serviço de emergências do governo regional catalão em Reus na busca das gravações das comunicações internas dos Mossos.

Neste caso atuaram por ordem de um juizado de Tarragona no marco de uma investigação sobre sua suposta passividade para impedir a votação.

O responsável dos Mossos, Josep Lluís Trapero, e uma de suas principais tenentes estão sendo investigados pela Audiência Nacional espanhola por um suposto delito de insurreição.

A Guarda Civil também apresentou à Justiça um relatório adicional sobre a atuação dos Mossos em 1º de outubro, e a situação criada em numerosos colégios eleitorais.

A ausência dos Mossos ou seu escasso contingente demandou a presença da polícia espanhola e da Guarda Civil e em vários pontos e ocorreram confrontos entre policiais e pessoas que tinham comparecido a esses centros para tentar votar na consulta. / EFE e AFP

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