Herbert Knosowski/Arquivo/AP
Herbert Knosowski/Arquivo/AP

Guarda-costas de Hitler morre aos 96 anos

Rochus Misch era a última testemunha das últimas horas do líder nazista e sempre o chamava de 'chefe'

Agência Estado

06 Setembro 2013 | 16h05

BERLIM - O sargento da SS, Rochus Misch, guarda-costas de Adolf Hitler, morreu na quinta-feira 5 aos 96 anos. Misch se orgulhou de todas as suas ações, foi devotado guarda-costas de Hitler durante a maior parte da Segunda Guerra Mundial e última testemunha das últimas horas do líder nazista em seu bunker em Berlim.

Durante anos Misch acompanhou Hitler praticamente em todo o lugar, permanecendo ao lado do homem que afetuosamente chamada de "chefe" até que o ditador e sua mulher, Eva Braun, cometeram suicídio.

Em entrevista concedida em 2005 à Associated Press, quando relatou os últimos dias do líder nazista, Misch ainda mantinha a imagem de um oficial da SS, com sua postura rígida, cabelos cuidadosamente penteados e nenhum pedido de desculpas por seu relacionamento próximo com o homem mais odiado do século 20.

"Ele não era brutal. Ele não era um monstro. Ele era um super-homem", disse Misch. O guarda-costas era um dos últimos integrantes da geração que tem responsabilidade direta pela brutalidade alemã durante a Segunda Guerra Mundial.

Durante a entrevista, o sargento se distanciou das questões centrais a respeito de culpa e responsabilidade, afirmando que não sabia nada a respeito da morte de 6 milhões de judeus e que Hitler nunca tratou do assunto em sua presença. 

Misch quase chorou ao falar sobre a decisão de Joseph e Magda Goebbels de matar seus seis filhos no bunker de Berlim antes de cometerem suicídio. Mas também foi capaz de gargalhar a respeito de um amigo da família, "um verdadeiro esquerdista", que foi levado para o campo de concentração de Sachsenhausen, nas proximidades de Berlim./ AP

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