EFE/EPA/FRANCK ROBICHON
EFE/EPA/FRANCK ROBICHON

Guarda Costeira do Japão procura marinheiros desaparecidos após colisão entre destróier e cargueiro

Três pessoas a bordo da embarcação americana foram removidas por motivos médicos, incluindo o oficial comandante do navio, Bryce Benson, que está em condições estáveis

O Estado de S.Paulo

17 de junho de 2017 | 16h21

YOKOSUKA, JAPÃO - A Guarda Costeira do Japão procura neste sábado, 17, os sete marinheiros americanos desaparecidos depois da colisão entre um destróier da marinha dos EUA e um navio mercante filipino. 

O choque entre o USS Fitzgerald e o mercante ACX Crystal ocorreu às 2h30 (14h30 de sexta-feira em Brasília), quando o destróier navegava 56 milhas náuticas a sudoeste da cidade japonesa de Yokosuka, informou a Frota do Pacífico.

Aviões, helicópteros e barcos revistam a zona do Pacífico, no litoral japonês, em busca dos desaparecidos. "Sete marinheiros seguem desaparecidos", anunciou a Marinha de Guerra americana em um comunicado.

Três pessoas a bordo do destróier foram removidas por motivos médicos para o Hospital Naval dos EUA em Yokosuka, incluindo o oficial comandante do navio, Bryce Benson, que está em condições estáveis, segundo a Marinha. Os outros dois estavam sendo tratados em razão de escoriações, enquanto outros recebiam tratamentos dentro do navio. Nenhum dos 20 membros da tripulação do cargueiro ficou ferido.

O tráfico marítimo é muito intenso nessa região, próxima dos grandes portos de Yokohoma e Tóquio. "Em 2016, houve acidentes", declarou o porta-voz da Guarda Costeira, Yutaka Saito.

Um vídeo da emissora NHK News mostra o casco do Fitzgerald severamente danificado. Segundo a rede CNN, o navio fazia água. "O USS Fitzgerald teve o casco danificado a boreste acima e abaixo da linha d'água", detalhou um comunicado da Frota do Pacífico.

O destróier segue funcionando com suas próprias máquinas, "mas sua propulsão é limitada". O navio de 154 metros está em Yokosuka, ao sul de Yokohama e Tóquio, e opera no Pacífico. O ACX Crystal é um porta-contêineres de 222 metros da gigante japonesa NYK Line, e seguia para Tóquio no momento do acidente.

As causas da colisão ainda não foram esclarecidas, mas a NHK disse que o cargueiro realizou uma manobra brusca no momento em que ocorreu a batida, o que foi desmentido por seu capitão. A Guarda Costeira japonesa já iniciou as investigações.

O USS Fitzgerald sofreu muitos danos, segundo a Frota do Pacífico, e foi lentamente rebocado para Yokosuka, na baía de Tóquio. "Apesar de estar de volta em Yokosuka, não sabemos ainda quanto tempo será preciso para ter acesso aos diferentes espaços e continuar metodicamente a busca dos desaparecidos", explicou a Sétima Frota em um comunicado.

"Pensamentos e orações para os marinheiros do USS Fitzgerald e suas famílias. Obrigado a nossos aliados japoneses por sua ajuda", escreveu o presidente americano, Donald Trump, em sua conta no Twitter. / AFP e REUTERS

 

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