Guarda de Israel mata palestino em Jerusalém Oriental

Um guarda de um assentamento israelense matou hoje a tiros um palestino, após este jogar pedras em seu carro. A morte gerou confrontos entre a polícia e moradores da comunidade árabe anexada de Silwan, em Jerusalém Oriental. "Um guarda responsável por proteger moradores judeus da vizinhança abriu fogo com sua pistola, após seu carro ser atacado com pedras", disse um porta-voz da polícia israelense.

AE, Agência Estado

22 de setembro de 2010 | 12h45

Testemunhas disseram que outros dois palestinos ficaram feridos no ataque. Pelo menos cinco palestinos se feriram posteriormente, quando a polícia usou balas de borracha e gás lacrimogêneo para conter manifestantes que lançavam pedras. O homem morto foi identificado como Samir Serhan. O porta-voz disse que ele já havia sido preso anteriormente por "participação em distúrbio".

Silwan, uma comunidade árabe de 12 mil pessoas, onde algumas dezenas de judeus também vivem, é uma das áreas mais instáveis de Jerusalém Oriental, ocupada por Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967, e depois anexada, em uma ação não reconhecida pela comunidade internacional. Os planos para demolir casas de palestinos a fim de abrir caminho para um parque arqueológico geraram violentos protestos no passado.

A Câmara Municipal de Jerusalém autorizou em junho o controverso projeto, que estaria a cargo do Elad, um grupo cuja meta é expandir o controle israelense sobre Jerusalém Oriental. No âmbito desse plano, 22 casas de árabes seriam demolidas, enquanto outras 66 seriam legalizadas. O parque ficaria localizado onde teria sido o local da antiga Jerusalém, durante os reinados dos reis bíblicos Davi e Salomão. Os palestinos, porém, querem Jerusalém Oriental como capital de seu futuro Estado independente.

Os distúrbios de hoje são mais uma mostra dos desafios para os negociadores israelenses e palestinos, após o diálogo direto recomeçar no dia 2 depois de um congelamento de 20 meses. Os temas dos assentamentos israelenses e do futuro status de Jerusalém Oriental são dos que geram mais dificuldades para um acordo de paz. As informações são da Dow Jones.

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