Guarda é absolvido pela morte de adolescente negro

Após um ano e meio vivendo como um eremita, George Zimmerman saiu de um tribunal da Flórida como um homem livre, absolvido de todas as acusações referentes à morte do jovem negro Trayvon Martin, de 17 anos.

AE, Agência Estado

14 de julho de 2013 | 09h48

Seu irmão disse que o ex-guarda voluntário ainda não acredita que não terá de cumprir uma sentença de prisão pela morte, que, segundo Zimmerman, de 29 anos, foi uma atitude de autodefesa. O júri o absolveu da acusação de assassinato em segundo grau na noite de sábado e não o condenou pela acusação de homicídio.

Porém, como muitas pessoas ficaram irritadas com sua absolvição, sua liberdade deve sofrer algumas limitações. Manifestações, em sua maioria pacíficas, foram realizadas na Flórida e em Atlanta durante a noite, mas algumas pessoas quebraram janelas e atacaram um carro da polícia em Oakland. Ocorreram protestos em quatro cidades da Califórnia, informaram autoridades.

"Ele terá de ficar atento pelo resto de sua vida", declarou Robert Zimmerman Jr. durante entrevista à CNN.

O assassinato de Martin, em fevereiro de 2012, deu início a um acalorado debate em todo o país a respeito de questões raciais, autodefesa e justiça igualitária. Manifestantes fizeram críticas contra a polícia do subúrbio de Sanford, em Orlando, irritadas com o fato de Zimmerman ter sido detido somente 44 dias depois da morte do jovem.

Muitas pessoas, dentre elas os pais de Martin, disseram que Zimmerman atacou o adolescente desarmado por questões raciais.

Seis juradas mulheres não identificadas analisaram os testemunhos prestados durante três semanas - boa parte deles conflitantes - sobre quem foi o agressor no episódio ocorrido na chuvosa noite em que o jovem de 17 anos foi alvejado enquanto passava pela região onde estava hospedado e onde Zimmerman vivia.

O júri deliberou por mais de 15 horas, durante dois dias, antes de anunciar, na noite de sábado, que havia chegado a um veredicto.

O advogado de defesa Mark O''Mara disse em agosto de 2012 que Zimmerman e sua mulher, Shellie, estavam vivendo "como eremitas" e não estavam trabalhando porque temiam por sua segurança.

Após o anúncio do veredicto, policiais, autoridades e líderes de organizações de direito civil pediram paz e disseram aos manifestantes que não fizessem uso da violência. Embora os advogados de defesa tenham dito que ficaram emocionados com o resultado, O''Mara deu a entender que a segurança de Zimmerman será uma preocupação constante. Fonte: Associated Press.

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