Guarda Nacional dispersa manifestação anti-Chávez

A greve pela renúncia do presidente venezuelano, Hugo Chávez, entrou hoje na quarta semana, com novos protestos de rua convocados pela oposição, que rejeitou um pedido de "trégua natalina" feito pelo governo. Enquanto a oposição organizava a "marcha das velas" em Caracas para tentar chegar hoje à noite até o Palácio de Miraflores (a sede do governo), centenas de manifestantes antichavistas eram dispersados pela Guarda Nacional em Maracaibo, 500 quilômetros a oeste da capital.Os manifestantes tentaram atravessar a ponte de 10 quilômetros sobre o Lago de Maracaibo (no qual estão ancorados vários petroleiros), mas no meio dela foram interceptados pelas forças da Guarda Nacional, que usaram bombas de gás lacrimogêneo para dispersar a multidão e evitar o bloqueio da via que liga a cidade de Maracaibo com o restante do país. Não há informações sobre feridos, nem detidos.Os manifestantes gritavam slogans contra Chávez e contra a tomada, sábado, do petroleiro Pilín León pelos militares. O petroleiro, cuja tripulação aderira à greve, estava atracado no Lago de Maracaibo desde os primeiros dias da paralisação, bloqueando a passagem de outros navios.Com a mobilização do Pilín León e de outros três dos 12 petroleiros da estatal Petróleos da Venezuela (PDVSA), o governo começou a reativar a indústria petrolífera e a reabastecer o mercado de Caracas. Mas hoje ainda havia longas filas nos poucos postos de Caracas que tinham gasolina. Tanto o presidente da PDVSA, Alí Rodríguez, como o ministro da Energia, Rafael Ramírez, assinalaram que a normalização do abastecimento será demorada, já que altos e médios executivos da PDVSA continuam em greve.Ramírez afirmou ainda que gerentes e funcionários grevistas da PDVSA haviam deixado "mecanismos eletrônicos ativados" para receber o salário da primeira quinzena deste mês, apesar da paralisação, mas agora o governo "já tomou o controle" do sistema de pagamento.

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