Guarda Repulicana cumpre a missão de destruir cidades

Cenário: Roberto Godoy

O Estado de S.Paulo

29 Maio 2012 | 03h06

O Exército da Síria segue o modelo: mantém uma poderosa e bem equipada unidade de elite, responsável pela segurança do presidente Bashar Assad e pelas ações militares diretamente ligadas à cúpula do governo. A Guarda Republicana, formada por quatro brigadas e um regimento, lidera as intervenções como a realizada em Hula, há dias. Assad conhece, sim, todas as atividades. As Forças Armadas, no total, têm cerca de 400 mil homens - 90 mil dos quais retirados da reserva ao longo de 2011.

A Guarda tem cerca de 15 mil homens. De acordo com um ex-oficial da inteligência francesa recentemente saído do quadro ativo, o grupo - usando blindados russos de 13 a 17 toneladas, armados com lançadores de granadas, canhões de 23 mm, metralhadoras e capacidade para transportar de 7 a 13 soldados - cerca as áreas urbanas, fecha os acessos e posiciona franco-atiradores nas rotas alternativas. Com a cobertura de helicópteros, o ataque é arrasador. Dura três horas. Durante esse periodo, as construções sob suspeita de abrigar grupos rebeldes são destruídas. E, com elas, tudo o que estiver no caminho - as pessoas, os prédios, os veículos.

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