Guarda Revolucionária nega preocupação com sanções

A Guarda Revolucionária do Irã não está preocupada com as novas sanções da Organização das Nações Unidas (ONU) que tem como alvo principal a força de elite, segundo informações da agência estatal de notícias Irna divulgadas nesta segunda-feira. "Independentemente da severidade das sanções, elas não nos preocupam", disse o vice-comandante da guarda, brigadeiro-general General Hossein Salami, segundo a Irna.

AE, Agência Estado

14 de junho de 2010 | 16h38

"Nós desenvolvemos e delineamos nossas capacidades de defesa após levar em consideração os piores cenários", disse ele à Irna. "É o mundo externo que vai perder com essas sanções. Não estamos preocupados com as sanções." A Guarda Revolucionária, estabelecida após a Revolução Islâmica de 1979 para defender o país de ameaças internas e externas, se estendeu para os setores econômicos e industriais sob o governo linha-dura do presidente Mahmoud Ahmadinejad.

As novas sanções têm como alvo a força de elite e a acusa de envolvimento num programa nuclear que, segundo suspeitas do Ocidente, tem como objetivo construir uma bomba atômica. O Irã afirma que seu programa nuclear é totalmente pacífico.

As sanções foram impostas depois que o Irã se recusou repetidas vezes a interromper seu programa de enriquecimento de urânio, o aspecto mais controverso de seu programa nuclear. As medidas punitivas obrigam os países a exercerem vigilância ao lidar com entidades ligadas à Guarda Revolucionária. As sanções listam 15 grupos industriais ligados à força, incluindo seu principal braço industrial, o Khatam al-Anbiya.

Salami disse que a economia iraniana não é direcionada a grandes poderes e que "as ameaças dos Estados Unidos e do regime sionista, sanções e intimidações tornaram-se questões velhas e gastas". As informações são da Dow Jones.

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