Guardas iraquianos da ONU estão na mira de investigadores

Funcionários americanos encarregados de buscar pistas na sede da ONU em Bagdá destruída por um atentado na terça-feira estão investigando a possibilidade de os atacantes terem sido ajudados por guardas de segurança iraquianos que ali trabalhavam - muitos deles, afirmou um alto funcionário dos EUA nesta sexta-feira, vinculados aos serviços de segurança de Saddam Hussein. Bernard Kerik, o ex-chefe de polícia de Nova York encarregado de formar um nova polícia em Bagdá , disse que alguns elementos iraquianos do pessoal em serviço no complexo da ONU de início sse recusaram a cooperar com as autoridades e estavam sendo interrogados. ?Queremos saber quem estava no edifício (no momento do ataque), vendedores, qualquer um que estivesse fazendo uma entrega, qualquer um que tivesse de estar no prédio por qualquer razão?, disse Kerik. O fato de o caminhão-bomba ter explodido em um trecho da rua que dava acesso ao chefe da missão da ONU, Sérgio Vieira de Mello, num momento em que ele estava reunido com altos assessores lançou suspeitas de que a explosão tenha sido planejada com a ajuda de alguém que trabalhava na ONU. ?As investigações consistem em entrevistas, interrogatórios, evidências forenses e evidências técnicas?, explicou Keric. Muitos dos guardas da ONU foram contratados antes da guerra, ainda sob a supervisão dos servços de segurança de Saddam Hussein, e estavam a par da movimentação da equipe da ONU dentro do Hotel Canal, que serviu de sede para os inspetores de armas das Nações Unidas. Interrogar esses guardas, disse um funcionário dos EUA que não quis se identificar, tornou-se uma prioridade. Ainda nesta sexta-feira, prosseguiam as investigações em meio aos escombros do prédio, enquanto 86 funcionários da ONU gravemente feridos esperavam para serem transportados de avião para fora do Iraque, em busca de tratamento.

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