''Guardião do vulcão'' está entre os mortos

Uma das mortes mais lamentadas pelos indonésios foi a de Penewu Suraksohargo, mais conhecido no país como Mbah Maridjan, um idoso a quem se atribuía poderes sobrenaturais capazes de acalmar a fúria do Vulcão Merapi. Ele deu sua vida na esperança de salvar todos os moradores dos arredores do vulcão que, na madrugada de terça-feira, lançou nuvens de fuligem quente e vapor matando pelo menos 29 pessoas.

, O Estado de S.Paulo

28 de outubro de 2010 | 00h00

Em vez de abandonar o local, juntamente com centenas de outros moradores, Maridjan preferiu ficar e tentar acalmar o vulcão. Além dele, outros 15 seguidores morreram tentando evitar o desastre.

"Muitas pessoas aqui acreditavam em Maridjan. Se ele dissesse para partir, todos partiriam para um lugar mais seguro. Mas, como ele não saiu, muitos preferiram ficar. Eles podem ter pensado que não havia nada de errado", disse Priyadi Kardono, porta-voz da Agência Nacional de Manejo de Desastres da Indonésia.

De acordo com Kardono, "ninguém, nem mesmo o presidente, poderia pedir para que Maridjan deixasse o local. Apesar de o governo ter emitido um alerta e pedido às pessoas que saíssem, ele não deu ouvidos". Autoridades temem que o vulcão possa entrar em erupção novamente. / REUTERS e AP

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