Esteban Biba/EFE
Esteban Biba/EFE

Guatemala detém e repreende violentamente caravana de migrantes hondurenhos

'Eles não podem e não vão passar', afirmou o diretor do Instituto de Migração da Guatemala, Guillermo Díaz

Redação, O Estado de S.Paulo

17 de janeiro de 2021 | 13h11

A Polícia da Guatemala lançou gás lacrimogêneo neste domingo, 17, em uma caravana de migrantes hondurenhos que se dirigiam aos Estados Unidos, a fim de fazê-los desistir de seu propósito. Segundo cálculos oficiais, são mais de 9 mil compatriotas que saíram de San Pedro Sula, a segunda maior cidade do país, em diferentes fases na última quarta, quinta e sexta-feira.

Entre a noite de sexta-feira, 15, e sábado, 16, a caravana se esgueirou ilegalmente pelo posto fronteiriço de El Florido, no departamento de Chiquimula, a 200 quilômetros oeste da cidade de Guatemala. No entanto, as forças de segurança impuseram uma barreira policial  cerca de 20 quilômetros depois da tal fronteira, para que os migrantes ficassem presos sem poderem avançar.

Aproximadamente às 7 horas da manhã local (13:00 GMT), milhares de hondurenhos tentaram romper a barreira, mas foram reprimidos violentamente pelo Exército de Guatemala e pela Polícia Nacional Civil, obrigando-os a recuar.

O diretor do Instituto de Migração da Guatemala, Guillermo Díaz, havia informado, na tarde de sábado,  que "eles não podem e não vão passar". As palavras do governante foram expressamente gravadas na estrada onde os migrantes estão retidos, localizada no município de Quetzaltepeque, no departamento de Chiquimula.

De acordo com o diretor do Instituto de Migração da Guatemala, mais de 20 postos de controle da polícia foram colocados na rodovia que levaria os migrantes de sua posição atual, no oeste do país, até a fronteira com o México, no leste.

“É impossível para eles continuarem o seu percurso. Já podiam tentar e não foi possível passar. As pessoas que passaram já foram presas. Convidamo-los a regressar ao seu local de origem”, acrescentou Diaz perante os milhares de migrantes.

Os hondurenhos buscam chegar aos Estados Unidos para ter melhores condições de vida, longe da pobreza e da violência que assolam o país centro-americano, especialmente depois da pandemia e dos furacões Eta e Iota, que atingiram o continente em novembro passado./AFP, EFE

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