Guerra afegã já matou tantos britânicos quanto Malvinas

Mais dois soldados morreram no mesmo dia em que ofensiva em cidade controlada pelo Taleban foi anunciada

AE-AP, Agencia Estado

08 de fevereiro de 2010 | 18h14

Uma bomba matou dois soldados britânicos no sul do Afeganistão, segundo informações militares divulgadas hoje. As novas baixas elevaram para 255 o número de britânicos mortos no país e igualou o número de perdas humanas durante a Guerra da Malvinas.  

 

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O ministro da Defesa britânico, Bod Ainsworth, alertou que o número de mortes de britânicos pode aumentar na medida em que tropas norte-americanas, britânicas e afegãs se preparam para lançar uma operação para retirar insurgentes do Taleban da cidade de Marjah, na província de Helmand.

Os comandantes têm sido cuidadosos em não revelar a data do início da ofensiva contra Marjah e o Ministério de Defesa britânico disse que as duas mortes não têm ligação com essa ação. Mas as tropas britânicas têm realizado operações preparatórias no ar e em terra para melhorar a segurança perto do principal alvo da ofensiva.

Dois soldados do Royal Scots Borderers foram mortos ontem após uma explosão perto do distrito de Sangin, em Helmand, segundo o Ministério.

O número dotal de militares britânicos mortos no Afeganistão desde o início das operações em 2001 chegou a 255, o mesmo número de baixas ocorrido nos 73 dias da Guerra das Malvinas, em 1982, na qual o país entrou em confronto com a Argentina pela colônia no Atlântico sul.

"Temos passado por um período intenso, difícil e sangrento no Afeganistão, mas é imperativo que mantenhamos nossa determinação", disse Ainsworth depois do anúncio das mortes.

O Reino Unido é o maior contribuinte para as forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no Afeganistão depois dos Estados Unidos. São 9.500 soldados no país.

A missão contava com forte apoio público logo após o início da invasão de 2001, que foi lançada logo depois dos atentados terroristas de 11 de setembro. Mas a situação mudou na medida em que o número de mortos subiu na província de Helmand.

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