Guerra ao terror deixou o mundo inseguro, diz Anistia

O relatório anual da Anistia Internacional, divulgado nesta quarta-feira, diz que a chamada guerra contra o terrorismo, após os atentados de 11 de setembro de 2001, tornou o mundo mais perigoso e aumentou as chances de conflito. O grupo denunciou ainda que, em nome da luta contra o terror, os direitos humanos têm sido desrespeitados em várias partes do mundo.Segundo o documento, "as pessoas se sentem mais inseguras agora do que em qualquer período desde o fim da Guerra Fria". O relatório alerta ainda para o risco de o processo de reconstrução do Iraque fracassar e o país seguir o mesmo caminho do Afeganistão, onde milhões de pessoas ainda enfrentam um futuro incerto, mais de um ano após o fim do conflito no país. O grupo afirma ainda que a chamada guerra contra o terrorismo tem aumentado a divisão entre diferentes crenças e povos, e desviado a atenção de abusos cometidos em partes do mundo que não são alvo dessa guerra. Kate Allen, diretora da Anistia Internacional na Grã-Bretanha, disse que o grande desafio das organizações de direitos humanos atualmente é chamar a atenção do mundo para o que ela chamou de "vítimas esquecidas" e "crises escondidas".O relatório critica também o tratamento aos mais de 600 prisioneiros mantidos na base militar americana na Baía de Guantánamo, em Cuba, sem julgamento ou acusação formal.As informações são do site da BBC em português. Para ler o noticiário da BBC, que é parceira do estadao.com.br, clique aqui.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.