David Mercado/REUTERS
David Mercado/REUTERS

Guerra às drogas dos EUA na América Latina precisa de reforma em meio à pandemia

Relatório de comissão parlamentar defende que estratégia atual custou bilhões de contribuintes e não foi capaz de acabar com os índices elevados de violência e corrupção em grande parte do hemisfério ocidental

Redação, O Estado de S.Paulo

01 de dezembro de 2020 | 17h06

WASHINGTON - A política de combate às drogas dos Estados Unidos para a América Latina precisa mudar se os EUA quiserem combater com eficiência um problema agravado pela pandemia de covid-19, dirá uma comissão parlamentar americana em um relatório bipartidário que será publicado nesta semana.

O relatório de 117 páginas defende a implantação urgente de políticas interagências, sob o comando do Departamento de Estado dos EUA, para diminuir o suprimento de drogas. O documento também conclama as autoridades a combaterem a lavagem de dinheiro bloqueando o fluxo de fundos ilícitos que usam criptomoedas e transações financeiras complexas entre fronteiras.

O documento é resultado de 18 meses de pesquisa sobre a chamada “guerra às drogas”, que custou bilhões dos contribuintes americanos sem acabar com os índices elevados de violência e corrupção em grande parte do hemisfério ocidental.

“Uma ameaça cada vez mais complexa exige uma estratégia mais ágil e adaptável de longo prazo”, disse a Comissão de Política Antidrogas do Hemisfério Ocidental no relatório, ao qual a agência Reuters teve acesso antes de sua divulgação.

O documento chega no momento em que os problemas de saúde e o estresse econômico associados ao surto de coronavírus aumentam os desafios para se erradicar o tráfico de drogas na região.

“A pandemia exacerbou condições que estão piorando nossa crise de opiáceos atual, como a falta de tratamento adequado, a aflição econômica e o isolamento social”, diz o documento, emitido por uma comissão formada por ex-autoridades de governos democratas e republicanos e membros da Câmara do Deputados. /REUTERS

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