Guerra aumenta o apoio aos radicais islâmicos, diz estudo

As invasões do Afeganistão e do Iraque promovidas pelos EUA atraíram simpatia para a causa antiamericana entre os extremistas muçulmanos, antes divididos, e fizeram aumentar o respeito pelos radicais entre islâmicos comuns, informa comissão de assessoria do Departamento de Defesa dos EUA (Pentágono).Os autores do relatório do Comitê Científico de Defesa chegaram à conclusão de que o governo americano deve mudar urgentemente sua abordagem com o objetivo de compreender e comunicar-se com o mundo muçulmano. O documento aponta a existência de uma crise na diplomacia pública americana e enfatiza que nem a Casa Branca, nem o Congresso dos EUA fizeram o suficiente para corrigir o problema. De acordo com a análise, a raiz do problema está na falta de compreensão americana dos motivos que levam os muçulmanos a hostilizar os Estados Unidos. Ao contrário do que costuma afirmar o presidente americano, George W. Bush, "eles odeiam nossas políticas, não nossa liberdade", concluem os autores do estudo. O relatório aponta para uma "atmosfera disseminada de hostilidade" ao governo americano intensificada depois dos atentados de 11 de setembro de 2001 contra os EUA e da resposta militar de Washington a esses ataques. "Os dramáticos desdobramentos observados desde o 11 de setembro fizeram emergir toda a lista de motivos dos radicais islâmicos" para repudiar os EUA, diz o documento. "As ações americanas e os eventos elevaram rebeldes à estatura de guerreiros sagrados e tendem a ratificar a legitimidade deles entre os muçulmanos" em geral.

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