Guerra cibernética e espionagem são disseminadas, diz agência da ONU

Brasil e outros países pressionam para que acordo internacional cuide do tema

Jamil Chade - CORRESPONDENTE / GENEBRA,

15 de julho de 2013 | 15h13

GENEBRA - O mundo já vive uma guerra cibernética e a prática de espionagem na rede - denunciada nos últimas semanas - é algo generalizado entre os governos. O alerta é do secretário-geral da União Internacional de Telecomunicações, Hamadoun Touré, em coletiva de imprensa na manhã de hoje em Genebra.

Sua entidade tem sido o foco de governos de vários países, entre eles o Brasil, que pressionam para que a polêmica da espionagem por parte dos EUA seja tratada pela UIT, na forma de um acordo internacional.

Touré saiu em defesa de um entendimento entre governos e insiste que chegou a hora de um tratado de paz cibernético. Mas alerta que o desafio não será pequeno.

"Sabemos que todos os países estão fazendo isso", declarou. "Eu conversava com um embaixador outro dia que me confessou: não sei porque estão todos surpresos diante das histórias de espionagem. Todos fazemos isso."

Touré, diretor máximo da UIT, admite que seus próprios e-mails estão sendo lidos. "Você acha que meu e-mail é seguro?", questionou. "Eu seria estúpido se achasse isso."

"Já existe uma guerra cibernética ocorrendo, lamentavelmente", constatou. "Mas ainda acho que a melhor forma de vencer é vence-la", disse. "Não existirá vencedor, assim como na guerra tradicional. Tudo será destruição", insistiu.

"Governos devem parar de realizar essas ações e apenas uma organização internacional pode trazer a uma mesma mesa governos para debater o assunto", completou.

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