Maawia Al-Naser/Reuters
Maawia Al-Naser/Reuters

Guerra civil na Síria deixou mais de 36 mil mortos, diz grupo opositor

Segundo Observatório Sírio pelos Direitos Humanos, desde agosto uma média de 100 pessoas morreram por dia

AE, Agência Estado

31 de outubro de 2012 | 16h50

BEIRUTE - Mais de 36 mil pessoas foram mortas na Síria desde o começo da revolta contra o presidente Bashar Assad em março de 2011, sendo que uma média de 100 pessoas foram mortas diariamente desde 1º de agosto deste ano, informou nesta quarta-feira, 31, o Observatório Sírio pelos Direitos Humanos, grupo opositor localizado em Londres que monitora o conflito a partir de informações de fontes na Síria.

Os civis, 25.667, representam a vasta maioria dos mortos na guerra civil. Nesse número, estão incluídos os não militares que tomaram armas contra Assad.

Os outros 10.340 mortos eram militares - 9.044 soldados das Forças Armadas e 1.296 soldados desertores que se juntaram à rebelião. "Além dessas pessoas, documentamos a morte de outras 439 cujas identidades não conseguimos verificar", disse Rami Abdel Rahman, diretor do Observatório Sírio, à Agência France Presse (AFP).

O Observatório não incluiu na contagem milhares de pessoas que estão desaparecidas na Síria desde março de 2011. Várias dessas pessoas devem estar nas prisões, mas uma grande quantidade também pode ter sido morta. A contagem também não inclui centenas de milicianos Shabiha (fantasmas, em árabe), que atuam na semiclandestinidade e cujas mortae não costumam ser reportadas pelo governo.

O Observatório mostrou que a violência sofreu uma forte escalada a partir de agosto, quando tropas de Assad começaram o cerco de Alepo e Idlib, no norte do país, tentando retomar as duas cidades. A Força Aérea da Síria também aumentou os bombardeios contra as cidades nortistas.

Apenas em agosto, foram mortas 5.440 pessoas; em setembro, 4.985 e em outubro (até o dia 31) outras 4.727. As 15.152 pessoas mortas nos últimos três meses levam a uma média diária de 165 óbitos.

A revolta contra Assad começou com protestos pacíficos em março de 2011, mas se transformou em uma insurgência armada após o governo ter reprimido brutalmente os manifestantes. A maioria dos insurgentes, como da população síria, são islâmicos sunitas. O regime de Assad é dominado pela minoria alauita (dissidência do Islã xiita), que forma 12% da população, e pelos cristãos, que são cerca de 10% dos sírios. Uma parte dos cristãos e da minoria drusa, que forma 3% da população, tentam ficar à margem do conflito.

Com Dow Jones

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