Guerra civil no Sri Lanka termina hoje, diz presidente

Exército anuncia controle de pequeno território onde Tigres resistiam; conflito dura mais de duas décadas

Agência Estado e Associated Press,

16 de maio de 2009 | 09h19

As forças militares do Sri Lanka assumiram neste sábado, 16, o controle de toda a costa da ilha, confinando os Tigres de Libertação da Pátria Tâmil (LTTE, na sigla em inglês) em um espaço pequeno de território e bloqueando qualquer fuga pelo mar dos líderes do grupo, informou o Exército do país. O presidente do Sri Lanka, Mahinda Rajapaksa, prometeu derrotar os combatentes rebeldes remanescentes e encerrar a guerra civil que já dura quase 26 anos até a noite desde sábado.

 

Veja também:

lista Entenda o conflito de mais de duas décadas no Sri Lanka

O mais recente sucesso do Exército deu ao governo controle total da costa pela primeira vez em quase um quarto de século. No passado, os rebeldes comandavam um Estado de fato ao Norte. Os rebeldes, que lutam por uma terra para a minoria tâmil, estão confinados junto com dezenas de milhares de civis tâmeis em uma faixa de terra de cerca de 3,5 quilômetros quadrados, entre um lago e o mar.

Na expectativa de encerrar o derramamento de sangue, o secretário geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, enviou seu chefe-de-gabinete, Vijay Nambiar, para o Sri Lanka pela segunda vez para tentar obter uma conclusão pacífica para o conflito. A chegada de Nambiar estava prevista para este sábado e ele deveria se reunir com autoridades do governo.

A Organização das Nações Unidas (ONU) afirma que 7 mil civis foram mortos e 16,7 mil ficaram feridos nos combates entre 20 de janeiro e 7 de maio, segundo documento da organização entregue à agência Associated Press por um diplomata sênior.

Durante os confrontos, cerca de 4,5 mil civis fugiram da zona de guerra apenas hoje, disse o porta-voz do Exército, Brigadeiro Udaya Nanayakkara. Mais de 17,5 mil civis fugiram desde a última quinta-feira, 14.

Tudo o que sabemos sobre:
Sri Lanka

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.