Ke Oloo/EFE
Ke Oloo/EFE

Guerra civil obriga mais de 1 milhão de crianças a deixarem suas casas no Sudão do Sul, diz Unicef

Cerca de 1,4 milhão de menores de idade vivem em campos de deslocados no país; conflitos já deixaram milhares de pessoas mortas

O Estado de S.Paulo

08 Maio 2017 | 14h44

NAIRÓBI - Quase de 1,8 milhão de pessoas, incluindo mais de 1 milhão de crianças, foram obrigadas a abandonar suas casas no Sudão do Sul e seguir para países vizinhos, como Etiópia, Quênia e Uganda, em consequência da guerra civil iniciada em 2013, anunciou o Unicef. Além disso, 1,4 milhão de menores de idade vivem em campos de deslocados dentro do país.

"O futuro de uma geração está realmente em jogo", disse Leila Pakkala, do Fundo das Nações Unidas para a Infância.

"A horrível realidade de que quase uma em cada cinco crianças do Sudão do Sul foram obrigadas a abandonar suas casas ilustra como este conflito é devastador para os mais frágeis do país", completou ela.

O Sudão do Sul conquistou a independência em 2011, mas dois anos depois explodiu uma guerra civil no país, quando o presidente Salva Kiir acusou o vice-presidente Riek Machar de planejar um golpe de Estado. A guerra rapidamente provocou fome em algumas regiões no início de 2017.

"Nenhuma crise atual de refugiados me preocupa mais que a do Sudão do Sul", disse Valentin Tapsoba, diretora para a África do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur).

Dezenas de milhares de pessoas morreram no conflito, incluindo mais de 1 mil crianças, de acordo com a ONU. / AFP

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.