Margarito Perez Retana/Reuters
Margarito Perez Retana/Reuters

Guerra contra o narcotráfico matou 47.515 no México, diz governo

Presidente Calderón começou no fim de 2006 política de combate aos cartéis no país

Agência Estado

11 de janeiro de 2012 | 15h47

CIDADE DO MÉXICO - O governo do México anunciou nesta quarta-feira, 11, que o número de mortes causadas pela guerra contra o narcotráfico no país desde o final de 2006, quando o governo iniciou a política de tolerância zero aos cartéis, subiu para 47.515 até setembro de 2011.

 

O número é inferior às estimativas feitas pelos jornais mexicanos La Jornada e Reforma, embora seja superior a uma contagem feita pelo jornal Milenio, segundo publicou o jornal El País, da Espanha. O presidente do México, Felipe Calderón, lançou a guerra ao narcotráfico em dezembro de 2006, logo após assumir o cargo.

 

A Procuradoria Geral do México informou em comunicado nesta quarta-feira que o número de mortos na violência derivada da guerra ao narcotráfico, nos primeiros nove meses do ano passado, subiu a 12.903, em comparação aos 11.583 mortos no período entre janeiro e setembro de 2010.

 

Os números foram divulgados após o Instituto Federal de Acesso à Informação Pública do México (IFAI) ter mandado um comunicado à Procuradoria, pedindo a publicação dos dados e ameaçando a instituição no caso de uma negativa. Antes de uma reunião dos conselheiros do IFAI nesta quarta-feira, o governo liberou os números à imprensa e eles mostram que houve um aumento no número de mortos na guerra às drogas. O número de mortes devido aos confrontos entre delinquentes cresceu 11,4% nos primeiros nove meses de 2011 em comparação a 2010.

 

Mas a mudança não foi tão dramática como em 2010, em comparação a 2009, quando o número de mortes cresceu 59%, passando de 9.614 para 15.273 nos respectivos anos. "Foi o primeiro ano em que o crescimento da taxa de homicídios foi significativamente menor em comparação ao que foi observado nos anos anteriores", disse a Procuradoria em comunicado.

 

As cidades onde a violência se concentrou mais foram Ciudad Juárez, na fronteira com os Estados Unidos, com 1.206 homicídios; o balneário de Acapulco, no Pacífico, com 795 homicídios; e a cidade nortista de Torreón, com 476 mortes. Ciudad Juárez é considerada a cidade mais violenta do México. Mas lá o número de mortos pelo crime organizado caiu em cinco vezes entre janeiro e setembro de 2011, em comparação ao mesmo período de 2010, quando foram mortas 5,8 mil pessoas na cidade.

 

As estimativas dos jornais mexicanos sobre a violência que aflige o país variam um pouco. La Jornada estima que foram mortas 51.918 pessoas entre 2006 e 2011, enquanto o Reforma diz que a guerra ao narcotráfico deixou 50.285 mortos. A estimativa do número de mortos do jornal Milenio é um pouco menor que as dos dois outros e também que a do governo. O Milenio estima que foram mortas 46.969 pessoas. As informações são da Associated Press.

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