Guerra da aduana, agora entre Inglaterra e EUA

O coro da School of St. Mary and St.Anne, composto apenas por meninas de Abbots Bromley, uma cidadezinha da região central da Inglaterra, deveria fazer uma turnê de uma semana, em fevereiro, pela Califórnia, incluindo um concerto religioso na Catedral da Graça de São Francisco. Mas cinco das cantoras, que tem entre 16 e 17 anos, tiveram os vistos de turistas negados, com base no temor dos funcionários americanos de que planejassem estabelecer-se nos Estados Unidos, segundo o diretor do coro, Colin Walker. Cinco outras garotas, de Hong Kong, obtiveram vistos. A professora Mary Steel escreveu ao embaixador William S. Farish protestando contra a decisão.?O comentário triste feito pelas garotas foi ?isto é porque somos chinesas??, escreveu. ?Estou certa de que o senhor não deseja que os Estados Unidos ganhem uma reputação por toda a parte de discriminação.?Walker, que acompanhará o coro, contou que as meninas da China continental tentaram obter os vistos quando estavam em casa, para as férias. mas disseram-lhes que não haveria tempo e que elas deveriam pedi-lo na Inglaterra.?Escrevi cartas explicando que a viagem já estava inteiramente paga porque faz parte do currículo escolar e que as meninas seriam supervisionadas o tempo todo?, ele contou. ?Todas elas têm exames para fazer este ano e não têm nenhum plano de ficar nos Estados Unidos.?Nenhuma das garotas, que pagam 15.000 libras (R$ 76.680,00) por ano na escola particular, tem parentes nos Estados Unidos, ele assegurou.Um porta-voz da embaixada americana disse que a carta da escola ainda não tinha sido recebida e que as leis americanas sobre privacidade impediam que ele discutisse casos individuais. Assegurou, porém, que a decisão não se baseou na origem étnica das garotas e que não houve discriminação. Na lei americana há uma presunção de qualquer pessoa que requeira visto é um imigrante em potencial a menos que possa provar o contrário.

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