Guerra da Coreia faz 60 anos em meio a novas tensões

As Coreias do Sul e do Norte completam hoje 60 anos da guerra que já fez cerca de três milhões de vítimas segundo estimativas e que, oficialmente, ainda não acabou. O conflito de três anos começou com a invasão norte-coreana e terminou com um armistício, não com um tratado de paz, fazendo com que as Coreias continuem tecnicamente em guerra há seis décadas.

AE-AP, Agência Estado

25 de junho de 2010 | 19h27

Durante uma cerimônia solene em Seul, na Coreia do Sul, o presidente Lee Myung-bak pediu hoje que o Norte interrompa as "provocações militares" e se desculpe por ter afundado um navio de guerra sul-coreano há alguns meses. Pyongyang nega o envolvimento no naufrágio no qual 46 pessoas morreram e acusa Seul de se juntar a uma campanha dos Estados Unidos de difamação para elevar as tensões. Além disso, advertiu que represálias do Sul podem levar a uma nova guerra.

A Coreia do Norte afirma que o conflito entre 1950 e 1953 foi disparado por provocações do Sul e de seu aliado, os Estados Unidos, que ainda mantém 25.500 militares ao sul da fronteira. Centenas de veteranos sul-coreanos e de outros países que participaram da guerra se juntaram a famílias, diplomatas e convidados para a cerimônia em Seul.

Cobrança

O governo de Barack Obama ridicularizou a Coreia do Norte por afirmar que os Estados Unidos devem US$ 65 trilhões ao país por causa dos prejuízos com a guerra da Coreia. Segundo Pyongyang, o valor inclui US$ 26,1 trilhões devidos por "atrocidades" de guerra, afirmando que o conflito resultou em mais de 5 milhões de norte-coreanos mortos, feridos, sequestrados ou desaparecidos.

Um funcionário do Departamento de Estado disse nesta sexta-feira que o país comunista é um "caso perdido" em razão do fracasso de suas políticas e chamou o pedido de compensação de "absurdo". Ao lembrar o 60º aniversário do início do conflito, o porta-voz do Departamento de Estado, P.J. Crowley, disse que a Coreia do Norte não tem ninguém para culpar a não ser a si mesma por seu isolamento e disse que Pyongyang deveria cumprir os acordos e desistir de suas armas nucleares, além de parar de ameaçar seus vizinhos.

Ontem, a Coreia do Norte disse que o custo monetário de seu sofrimento por causa do conflito chega a US$ 65 trilhões, cinco vezes a dívida dos Estados Unidos. Os Estados Unidos também advertiram a Coreia do Norte a conter as "ações que agravaram as tensões", em meio a temores de que Pyongyang esteja se preparando para uma nova rodada de testes de mísseis. Com informações da Dow Jones.

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