'Guerra' de campanhas se acirra nas redes sociais

Números divulgados pelo Twitter e Facebook, mostram que partidários da divisão levam ligeira vantagem na web

O Estado de S.Paulo

18 de setembro de 2014 | 02h00

Com os veículos de comunicação tradicionais alinhados pela manutenção da Escócia como parte da Grã-Bretanha, a militância pelo "sim" e pelo "não" encontrou abrigo nas redes sociais. Os números das maiores plataformas, o Twitter e o Facebook, falam por si.

O Twitter divulgou ontem números referentes ao plebiscito. Segundo levantamento, 5,4 milhões de tuítes foram publicados com a hashtag #indyref nos últimos 12 meses, dos quais 2,4 milhões só nos últimos 30 dias.

Uma pesquisa da Universidade de Strathclyde, em Glasgow, mostrou que nas últimas cinco semanas houve 10 milhões de interações no Facebook sobre o plebiscito da secessão. No jargão tecnológico, interações são comentários, grupos, curtidas e compartilhamento de vídeos e imagens. De acordo com a sondagem, os números estão entre os maiores registrados pela rede social sobre um evento.

A mesma pesquisa mostra ainda que, embora as sondagens indiquem empate técnico, a campanha pelo "sim" tem uma vantagem no Facebook, com 2,05 milhões de interações ante o "não", com 1,95 milhões. Outro indicador são as páginas oficiais de cada um dos lados, com o "sim" registrando mais de 300 mil "curtidas" e o "não", 207.033.

Os números do Twitter, nesse sentido, são favoráveis à divisão. Mais de 200 mil tuítes usaram as hashtags #bettertoghether e #nothanks, ambas referências à campanha pelo "não", enquanto mais de 750 mil recorreram a #YesScotland e #VoteYes, do "sim".

Outra característica das campanhas é a participação ativa das celebridades, que têm se manifestado tanto em páginas próprias quanto nas redes sociais. Recentemente, o Rolling Stone Mick Jagger manifestou-se na página do grupo Let's Stay Together pela permanência da Escócia na Grã-Bretanha. O ex-James Bond Sean Connery e o ator Gerard Butler, o Leônidas do filme 300, ambos escoceses, são ícones pró-separação.

Tantas manifestações resultaram em gafes, como no caso de David Beckham, ex-astro da seleção inglesa de futebol. Ao explicar num site por que defendia o "não", Beckham falou do orgulho de defender a seleção - sem se dar conta de que, no futebol, a Grã-Bretanha já está separada e a Inglaterra é a principal rival da Escócia. / ALESSANDRO GIANNINI

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