Guerra descerá agora à terra

A guerra que veio do céu contra os campos de treinamento do terror do Al-Qaeda e as instalações militares do Taleban, no Afeganistão, agora vai descer à terra. O bombardeio aéreo, ainda em desenvolvimento, será cada vez mais seletivo. Mas a ação das forças de operações especiais americanas e britânicas que atuam no território afegão desde o dia 14 de setembro passará a ser cada vez mais efetiva. Os supersoldados terão o apoio dos 45 mil guerrilheiros da Aliança do Norte liderada por um general, Mohammad Fahim. A coalizão é formada por 12 diferentes grupos étnicos e religiosos resistem ao regime de Mohamed Omar.As bombas inteligentes de até duas toneladas e os mísseis de alta precisão estão cumprindo a missão de desalojar os poucos centros de comando, centrais de comunicações e instalações militares de média capacidade do Afeganistão. Na fase seguinte, que começa agora, as chefias importantes e as tropas mais experimentadas passarão a ser caçadas pelas equipes furtivas. Um tipo de trabalho militar definido hoje pelo secretário de Defesa Donald Rumsfeld como "aquele que não será visto na televisão."Os homens e mulheres combatentes das equipes especiais enfrentam um problema adicional no teatro de operações da Ásia Central: infiltrar-se e passar despercebidos, com seu biotipo europeu, em geral louro, em meio aos afegãos. A dificuldade foi parcialmente superada com a mobilização conjunta das equipes britânicas do Special Air Service (SAS), que incorporam em seus regimentos descendentes de indianos e paquistaneses. Para esses times o cenário não é exatamente desconhecido.Desde 1989, os soldados têm treinado no vizinho Uzbequistão preparando-se para a caçada humana a Osama bin Laden e ao primeiro escalão do Al-Qaeda. Peritos em sabotagem, atentados, instrução de forças insurgentes e assassinato, armados com sofisticadas armas (fuzil, pistola, metralhadoras, granadas, minas, explosivos) de alto impacto e baixo ruído, os protagonistas da primeira fase da ação terrestre, também atuaram estrategicamente na primeira noite de bombardeios, sinalizando no local os objetivos situados entre os desfiladeiros, protegidos pelas montanhas.Leia o especial

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