Guerra do Iraque prejudica economia dos EUA, diz Obama

O pré-candidatodemocrata à Presidência dos EUA Barack Obama disse naquinta-feira que os 500 bilhões de dólares já gastos na guerrado Iraque estão fazendo falta no crescimento do país, e tentouatribuir parte da culpa a seu rival republicano John McCain. "Por quanto tempo mais vamos pedir às nossas famílias e àsnossas comunidades para arcarem com o custo desta guerra?",questionou Obama em um discurso eleitoral. Obama tenta transformar o descontentamento com a guerra emvotos. Uma nova pesquisa Gallup mostra que sua rival HillaryClinton voltou a liderar a disputa democrata, por 49 a 42 porcento. Na simulação para a eleição geral de novembro, McCainlidera contra Obama ou contra Hillary, tanto segundo o Gallupquanto segundo uma pesquisa Reuters/Zogby divulgada naquarta-feira. Obama passou grande parte do discurso tentando vincularMcCain ao presidente George W. Bush, e acusando o candidatorepublicano de desejar uma "ocupação permanente do Iraque",junto com vantagens fiscais também permanentes para os maisricos. "Não importa quais os custos, não importa quais asconsequências, John McCain parece determinado a cumprir umterceiro mandato de Bush", afirmou o senador. Jill Hazelbaker, assessora de comunicação de McCain, disseque Obama está mostrando que está errado a respeito da economiae da segurança nacional, pois oferece "as idéias cansadas dopassado sobre impostos e gastos" e prega uma desocupaçãomilitar afobada. "Ele abraçou uma política irresponsável de retirar nossastropas do Iraque sem respeito pelas condições do terreno, oconselho dos nossos comandantes militares ou as consequênciasdo fracasso, o que sua própria assessora considerouirrealista", afirmou, referindo-se a Samantha Power, que disseem entrevista que a retirada imediata seria apenas um "melhorcenário", mas que não necessariamente se cumpriria num governoObama. Essa mesma assessora se afastou por ter chamado Hillary de"monstro", e o senador ainda precisou enfrentar uma polêmicapor causa de sermões radicais de um ex-pastor da igreja que elefreqüenta em Chicago.

MATTHEW BIGG, REUTERS

20 de março de 2008 | 20h06

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