Guerra no Congo deixa 3,8 milhões de mortos, mostra estudo

Cinco anos ininterruptos de conflito na República Democrática do Congo (RDC, ex-Zaire) custaram 3,8 milhões de vidas, mostra estudo da Comissão Internacional de Resgate divulgado em Dacar, no Senegal. Desse total, aproximadamente metade era composta por crianças. A maioria dos mortos foi vítima de doenças e fome no leste do país africano. Ao longo do anos, a Comissão Internacional de Resgate produziu a maior parte das estimativas de mortos no Congo, terceira maior nação da África.Mais de 31.000 civis morrem todos os meses como resultado do conflito, apesar dos acordos de paz existentes, denuncia o grupo. As estimativas foram elaboradas com a ajuda de equipes de médicos e epidemiologistas posicionados nas regiões afetadas. A mortalidade no Congo continua mais de 30% superior à registrada nas demais nações subsaarianas, um ano e meio depois de importantes acordos de paz, afirma o relatório. A maior parte das mortes resulta de doenças de fácil tratamento, diz o estudo. A guerra travada no Congo entre 1998 e 2002 envolveu mais cinco países. Ruanda e Uganda aliaram-se a grupos rebeldes congoleses que ocuparam o leste e o nordeste do país. As forças do governo ocupavam o oeste.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.