Guerra no Congo matou 1,4 mil civis em nove meses, diz ONG

Human Rights Watch acusa tropas apoiadas pela ONU de matança cruel e desenfreada no leste do país africano

Associated Press

14 de dezembro de 2009 | 09h15

Organização não-governamental Human Rights Watch afirmou nesta segunda-feira, 14, que ao menos 1,4 mil civis foram mortos no leste do Congo entre janeiro e setembro deste ano em operações do Exército contra uma mílicia que age na região.

Em um relatório publicado hoje, a ONG afirma que tanto membros do Exército quanto milicianos executaram civis em fuga, alguns deles queimados vivos dentro de casa.

"A matança é cruel e desenfreada", diz o texto, que ainda acusa os militares de estupro coletivo e de decapitar rivais.

"Algumas vítimas foram amarradas juntas antes de serem 'degoladas como galinhas. A maioria delas são mulheres, crianças e idosos", afirmou o grupo.

A Força de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no Congo, conhecida como Monuc, que tem apoiado o exército congolês na região desde março com armas e munição, disse ou hoje que tem trabalhado duro para proteger civis na região.

 

A Human Rights Watch pediu que a ONU encerre o apoio às operações militares.

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