Guerra no Iraque não acabou, diz general dos EUA

O comandante das tropas terrestres dos Estados Unidos no Iraque, general David McKiernan, disse que a guerra no país "não acabou". A declaração contradiz as afirmações anteriores do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que declarou o fim da guerra no dia 1º de maio.Depois de uma série de ataques que mataram pelo menos cinco soldados americanos nesta semana, o general McKiernan disse que "o líder do regime foi removido do poder, mas alguns de seus aliados continuam na ativa". Ele negou, no entanto, que exista um novo movimento nacionalista contrário à ocupação americana.No mais recente incidente, um soldado americano foi morto nesta quinta-feira. O Comando Central americano disse que o soldado estava viajando sozinho em uma rota de suprimentos quando foi atingido por tiros. Ele foi declarado morto no hospital. O Comando Central não revelou o local do incidente ou a unidade do Exército a que pertencia o soldado morto, mas afirmou que as circunstâncias estão sendo investigadas.Ele foi o 20º militar americano a morrer em combates ou em acidentes no Iraque desde a declaração oficial de Bush, finalizando a guerra.Mortes em emboscadas têm reforçado o perigo constante que as forças americanas e britânicas enfrentam no Iraque. Elas têm aumentado o debate em torno do fato de as tropas estacionadas no país serem ou não suficientes para controlar a situação. Também nesta quinta-feira houve relatos de que um posto policial controlado pelos americanos foi incendiado em Hit, uma cidade 200 km a oeste de Bagdá. O ataque aconteceu em meio a protestos que, segundo relatos, foram uma resposta a buscas de armas de casa em casa, feita por policiais iraquianos apoiados por tropas americanas.Moradores irritados foram para as ruas, queimando carros e jogando pedras em tropas americanas, segundo a agência de notícias Reuters. O posto policial foi abandonado e as tropas americanas, deslocadas para uma base fora da cidade.As informações são do site da BBC em português. Para ler o noticiário da BBC, que é parceira do estadao.com.br, clique aqui.

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