Guerra no verão pode complicar operação militar dos EUA

Tempestades de areia, poeira e um calor causticante de até 48 graus Celsius poderiam complicar as operações militares dos EUA no Iraque, no caso de concessões de um prazo maior para os inspetores da Organização das Nações Unidas (ONU) ou de atrasos nas mobilizações das tropas adiarem um eventual ataque para o segundo trimestre do ano. Fontes militares dos EUA afirmam que os avanços tecnológicos tornaram mais fáceis uma batalha sob quaisquer condições climáticas. Mas a areia e a poeira podem entupir motores e filtros de ar e dificultar as decolagens de helicópteros. Segundo fontes militares, uma guerra no verão não seria impossível, mas imporia desafios maiores. "Nós estamos acostumados a treinamentos sob condições adversas de temperatura", afirmou o porta-voz dos fuzileiros navais dos EUA, David Romley, destacando que os fuzileiros são treinados no deserto da Califórnia, onde as temperaturas podem atingir 49 graus Celsius.No Iraque, as temperaturas são amenas em fevereiro e março, mas no segundo trimestre os desertos do Iraque e do Kuwait, de onde saíram as tropas para um ataque, ficam inóspitos. Em junho, as temperaturas podem atingir, com freqüência, 48 graus Celsius. De abril até o início de junho, ventos de poeira e areia podem alcançar 80 quilômetros por hora. Esses ventos são seguidos de uma nova rajada de vento quente, chamado de "shamal", que se originam do norte e nordeste e varrem o país de meados de junho até meados de setembro. O perigo de desidratação e cansaço entre as tropas não acostumadas a esse ambiente aumenta. Mas agora as fardas estão ainda mais leves do que durante a a primeira guerra na região há doze anos. "É so mais um obstáculo a ser superado", disse Romley.

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