Guerra provoca dúvida na imprensa dos EUA

A guerra no Afeganistão colocou os meios de comunicação dos EUA num dilema de difícil solução: ou continuar cobrindo intensivamente as operações, com perdas milionárias, ou economizar prejudicando a imagem de profissionalismo. A questão é crítica, sobretudo para as redes de televisão, que devem enfrentar os maiores gastos para garantir uma informação de alto perfil. Segundo estimativas de empresas do setor e de analistas de Wall Street, os gigantes da informação nos EUA já superaram em US$ 100 milhões os orçamentos para 2001, devido à cobertura da guerra. A isto se devem somar os US$ 500 milhões em publicidade perdidos nos dias subseqüentes a 11 de setembro, quando todos os anúncios foram suspensos. Um analista de Wall Street disse estar convencido de que a cobertura da luta contra o terrorismo está custando aos principais canais de televisão americanos US$ 1 milhão por dia, em um momento de extrema debilidade do mercado publicitário. Para as redes de televisão, contudo, não é fácil furtar-se aos compromissos. "Investiremos todo o necessário para uma cobertura adequada. Desta maneira é que se constrói uma empresa", disse o gerente-geral da AOL-Time-Warner, Michael Kelly. Leia o especial

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