Guerra reforçou apoio à Al-Qaeda, diz estudo

A Al-Qaeda e seus aliados podem realizar um grande ataque contra forças dos EUA no Iraque enquanto se preparam para tentar outro atentado em território americano, advertiu um grupo de estudo. A guerra no Iraque, liderada pelos EUA, provavelmente reforçou o apoio à Al-Qaeda entre os muçulmanos, afirmou o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IIEE) ao divulgar seu realtório anual "Equilíbrio Militar", um respeitado guia das forças militares e conflitos em todo o mundo.Ele considera que a guerra feriu a Al-Qaeda ao negar uma fonte potencial de armas de destruição em massa e desencorajar países a apoiá-la. Mas a guerra também fez aumentar a simpatia e apoio ao grupo no mundo muçulmano, acrescentou. "No lado negativo, a guerra no Iraque provavelmente inflamou as paixões radicais entre muçulmanos, aumentando, portanto, o poder de recrutamento e o moral da Al-Qaeda e, pelo menos marginalmente, sua capacidade operacional", avalia o texto.A Al-Qaeda ainda está determinada a penetrar nos EUA e em outras nações ocidentais, apesar de provavelmente não ter capacidade para lançar um ataque como o de 11 de setembro em Nova York e Washington. A rede pode se concentrar num grande atentado contra forças dos EUA no Iraque, comparável ao ataque a bomba de 1983 contra um quartel dos marines americanos no Líbano que matou 241 pessoas, advertiu.

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