Guerra sectária divide o país

Fragmentado e mergulhado em uma guerra civil que envolve sunitas contra xiitas e uma conturbada relação entre Al-Qaeda e Estado Islâmico, o Iêmen está dividido em dois. O nordeste é controlado desde setembro pelos xiitas houthis, apoiados pelo Irã. O sudeste é dominado pelas forças aliadas ao presidente Abd-Rabu Mansur Hadi, ligado à Arábia Saudita, que fugiu no fim de semana para um refúgio em Áden. Incapaz de conter o avanço xiita, muitos militantes da Al-Qaeda passaram a jurar fidelidade ao EI, que vem demonstrando estar em rápida expansão: o grupo realizou um atentado na Tunísia, no Museu do Bardo, na semana passada, fechou uma aliança com o Boko Haram, na Nigéria, e agora parece atuar também no Iêmen. Os jihadistas nunca esconderam a intenção de estender o califado para a Península Arábica e o Iêmen, em posição estratégica e berço dos árabes, seria um prêmio.

O Estado de S.Paulo

23 Março 2015 | 02h06

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