Guerra trará onda de atentados, diz número 3 da Al-Qaeda

O suposto "número 3" da Al-Qaeda, Khaled Sheikh Mohammed, detido no Paquistão, previu uma onda de ações bélicas contra as tropas dos EUA no Golfo Pérsico se for iniciada uma guerra contra o Iraque, informou o jornal Washington Post. "Deixem que a guerra no Iraque se inicie e as forças americanas serão atacadas no interior de suas próprias bases no Golfo", disse Mohammed, citado pelo Washington Post, nos primeiros interrogatórios depois de ser capturado no Paquistão. "Não tenho informação específica, mas meu sexto sentido me diz que haverá notícias na Arábia Saudita, Catar e Kuwait", disse Mohammed, acusado de ter preparado os ataques de 11 de setembro de 2001 nos EUA. Segundo o jornal, o suspeito disse aos agentes paquistaneses que o interrogaram que há "dezenas de pessoas como eu, que darão a vida e não deixarão que os americanos vivam em paz em nenhum lugar do mundo". Mohammed disse a seus interrogadores que a atitude do governo paquistanês de "estar subordinado aos EUA não ajudará seu país". O Paquistão aderiu à ofensiva internacional antiterror liderada pela Casa Branca após os atentados de 11 de setembro. Segundo o Washington Post, durante os interrogatórios o detido manteve uma atitude "desdenhosa" e manteve o autodomínio. Mohammed foi entregue pelo Paquistão aos serviços de inteligência americanos, que o mantêm em um local não-revelado. Ao mesmo tempo, em Londres, a Secretaria (ministério) da Defesa informou ter mandado reforçar, a partir de hoje, a segurança em torno das bases militares britânicas na região do Golfo, após um informe dos serviços de inteligência da Grã-Bretanha ter advertido sobre supostos ataques terroristas contra as tropas britânicas na região nos próximos dias. O MI5 e o MI6 informaram aos funcionários do governo de Tony Blair que as tropas britânicas que estão chegando à região do Golfo "são um alvo certo de ataques terroristas para os próximos dias". O anúncio do serviço secreto foi divulgado pouco depois que agentes policiais da Cidade do Kuwait detiveram cinco militantes islâmicos com armas e munições, e que estariam preparando um ataque contra as tropas britânicas naquele país. De acordo com um comunicado à imprensa emitido pelo ministério do Interior do Kuwait, os suspeitos detidos - de nacionalidade kuwaitiana e de outros países árabes, armados de granadas, munições e equipamentos bélicos pesados - fariam parte de "um grupo extremista que estava preparando ataques terroristas".

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