Guerras preventivas, nunca mais, diz líder espanhol

O primeiro-ministro da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero, disse neste domingo esperar que a caótica situação no Iraque sirva de advertência a países que defendem o uso de guerras preventivas. "A missão no Iraque, que tem demonstrado diariamente ser um fracasso, deveria servir de lição para a comunidade internacional: guerras preventivas, nunca mais; violação das leis internacionais; nunca mais", afirmou. Falando para cerca de 20.000 correlegionários num encontro celebrando o 125º aniversário do Partido Socialista, Zapatero reiterou que ordenou a retirada das tropas espanholas do Iraque em 18 de abril, um dia após assumir o poder, "porque elas nunca deveriam ter sido enviadas para lá". Na última quarta-feira, 260 das 1.300 tropas espanholas que participaram da ocupação liderada pelos EUA no Iraque voltaram para a Espanha. Os demais soldados permaneceram no país árabe para ajudar a embarcar equipamentos militares. O governo afirma que tais soldados estarão de volta à Espanha até 27 de maio. O antecessor de Zapatero, José María Aznar do conservador Partido Popular, apoiou a guerra no Iraque apesar da maciça oposição popular na Espanha. A Espanha não participou da invasão mas enviou posteriormente tropas. Zapatero prometeu que seu governo nunca irá desrespeitar nem apoiar violação das leis internacionais a fim de se combater o terrorismo. "A verdadeira e mais eficiente luta contra o terrorismo é através da cooperação de todos os países democráticos, todos os países livres, no âmbito das Nações Unidas, e não através de intervenções unilaterais que apenas levam ao fracasso", aconselhou.

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