Guerras roubam infância de milhares de crianças soldados

Nos últimos três anos, mais de 20 mil meninos e meninas, alguns com apenas oito anos de idade, foram recrutados por milícias e grupos paramilitares para combater em, pelo menos, 21 conflitos que eclodiram em todo o mundo. A informação consta em documento elaborado pela Coalizão para Impedir o Uso de Crianças Soldados, divulgado quarta-feira em Londres. Algumas crianças recebem até treinamento sobre o uso de explosivos e armas. Além de forçadas a ir à guerra, muitas são violentadas sexualmente.O maior número de meninos soldados, segundo o documento, foi registrado no Sudão. Na província de Darfur, cerca de 17 mil crianças sudanesas participaram de combates, a maioria como soldados das forças governamentais e milícias aliadas, mas muitas ao lado dos rebeldes do Exército de Libertação Popular do Sudão. Na Costa do Marfim, a milícia pró-governamental denominada Forças de Libertação do Grande Oeste recruta crianças nos campos de refugiados. O documento inclui também a Colômbia entre os países que envolvem crianças em seus conflitos internos. ?O Conselho de Segurança da ONU precisa impor sanções aos países que praticam tais abusos contra os menores?, afirma o dirigente da Coalizão, Casey Kelso. Ele quer também que os responsáveis por transformar crianças em soldados sejam processados pela Corte Criminal Internacional de Haia.

Agencia Estado,

18 de novembro de 2004 | 04h00

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