Guerrilha aumenta ofensiva antes das eleições na Colômbia

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) bloquearam estradas, destruíram centrais de comunicações e de energia elétrica como parte da ofensiva para boicotar as eleições parlamentares do próximo domingo. Em resposta - asseguraram as mesmas fontes do governo que informaram sobre a ação dos rebeldes - as Forças Armadas e os organismos de segurança do Estado adotaram medidas de segurança para neutralizar os comandos rurais e urbanos das Farc.Porta-vozes das Farc anunciaram reiteradamente a intenção de sabotar de diversas formas a realização do pleito, no qual os colombianos elegerão os 102 membros do Senado e os 166 da Câmara dos Representantes para os próximos quatro anos.O ministro do Interior, Armando Estrada, afirmou que no domingo os colombianos irão votar "com tranqüilidade e com segurança em todo o território do país". Ele garantiu que a Colômbia está "preparada para a jornada de domingo", quando 24 milhões de habitantes irão às urnas. Ao mesmo tempo, os organismos encarregados de controlar as eleições investigavam hoje denúncias sobre a suposta "compra" antecipada de votos por candidatos ao Senado e à Câmara. Também estão controlando as possibilidades de fraude na contagem dos votos, além das ameaças da guerrilha e dos paramilitares contra diversos aspirantes ao Congresso, assim como as pressões dos extremistas em favor de seus próprios candidatos.Porta-vozes das paramilitares Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC) disseram esperar ter uma representação de 35% dos 267 membros do Congresso nacional, sem divulgar a identidade dos que supostamente tentam chegar ao Legislativo com um mandato das AUC.As fraudes na contagem de votos podem começar no momento do escrutínio da votação pelos mesários, encarregados de passar os dados a serem somados por um sistema informatizado. A Unidade de Delitos Informáticos, uma divisão da polícia secreta, a DAS, informou ter feito acompanhamentos especiais para evitar problemas nos computadores ou em programas, bem como nas redes que se alimentarão com os dados via Internet.O diretor do Registro Nacional do Estado Civil, organismo encarregado de atualizar o censo eleitoral, Iván Duque rejeitou hoje a denúncia de uma suposta operação para que fossem habilitadas a votar 6.000 pessoas já falecidas. Embora a cada eleição se apresentem denúncias similares, agora elas ganharam conotação especial devido ao clima de violência que marca o pleito deste ano.

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