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Guerrilha colombiana confessa sequestro de turistas

A segunda maior guerrilha colombiana, o Exército de Libertação Nacional (ELN), reconheceu hoje o seqüestro de turistas estrangeiros na região de Sierra Nevada de Santa Marta, ocorrido há duas semanas. "Expressamos nossa vontade de encontrar uma saída sem sangue para esta situação", disse o ELN em um comunicado intitulado "30 anos de Allende", entregue à emissora de TV Caracol. "Queremos o diálogo e a busca da melhor solução". A operação se chama "Allende Vive" em homenagem ao presidente chileno morto há 30 anos em um golpe militar liderado pelo ditador Agusto Pinochet.O ELN afirmou que a ação tem como objetivo chamar a atenção para a situação em Sierra Nevada, onde, segundo a guerrilha, há mais de um ano, paramilitares e forças estatais bloquearam as estradas e o ingresso de alimentos é restrito. Também solicitaram que representantes das Nações Unidas e outros organismos internacionais visitem a região "imediatamente".O grupo de 13 estrangeiros e 2 guias colombianos foi cercado no dia 12 perto de ruínas históricas e sítios arqueológicos. Quatro estrangeiros e os colombianos foram soltos porque aparentavam bom estado físico e não calçavam botas para caminhar na selva. No dia seguinte ao seqüestro, quando o grupo armado marchava pelo meio da selva com os reféns, o estudante britânico Matthew Scott, de 19 anos, conseguiu escapar. Depois de 12 dias, foi encontrado na selva por indígenas e já retornou a Londres, onde mora. O ELN tem agora em seu poder quatro israelenses, uma alemã, um britânico e um espanhol.

Agencia Estado,

29 de setembro de 2003 | 17h45

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