Guerrilha colombiana nega responsabilidade por atentado

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) negaram nesta segunda-feira participação no atentado contra um exclusivo clube social de Bogotá que deixou 36 mortos e mais de 160 feridos, apesar das acusações do governo. Segundo a principal guerrilha do país, foi feita uma exaustiva investigação interna em seus blocos, frentes, colunas, forças especiais e milícias urbanas para determinar a autoria do ataque. No final da investigação, o Secretariado do Estado Maior Central das Farc concluiu que "não existe responsabilidade de unidades de sua organização nos fatos ocorridos no Clube El Nogal de Bogotá, em 7 de fevereiro deste ano". No entanto, o governo do presidente Alvaro Uribe atribuiu a esta organização rebelde a autoria do atentado terrorista - o pior ocorrido na capital na última década. As autoridades utilizam como principal pista a participação de um jovem instrutor de squash, que teria facilitado o ingresso do carro-bomba no El Nogal, graças ao fato de ser sócio do clube. Investigadores que acompanham o caso apuraram que John Freddy Arellán efetuou no último ano a compra, em dinheiro, do veículo que serviu de carro-bomba e de quotas do clube que lhe permitiram tornar-se sócio, mesmo não contando com os fundos necessários para isso. A hipótese policial é de que o instrutor tenha recebido dinheiro da guerrilha para realizar o atentado. Além disso, acredita-se que ele tenha sido enganado pelos rebeldes, que detonaram a bomba sem avisar Arellán, o que causou sua morte. Também foram interceptadas, extraoficialmente, conversações das Farc pelo rádio onde a guerrilha teria reconhecido o atentado e comprometido organizações extremistas estrangeiras como participantes da ação.Ao comentar o comunicado emitido hoje pelas Farc, o Procurador Geral Luis Camilo Osorio considerou-o "surpreendente", uma vez que "há elementos" indicando que foi mesmo o maior grupo guerrilheiro do país que cometeu o atentado.

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