Guerrilha colombiana quer trocar reféns por prisioneiros

Os sete turistas estrangeiros seqüestrados em 12 de setembro pelo Exército de Libertação Nacional (ELN) podem recuperar a liberdade em troca de guerrilheiros detidos pelo governo, afirmou Pablo Beltrán, membro do Comando Central do grupo rebelde. "Temos companheiros detidos nas prisões, a maioria deles muito doente, e gostaríamos que fossem incluídos nesta proposta de troca", disse Beltrán em entrevista concedida, via rádio, a um grupo de jornalistas na terça-feira.De acordo com ele, a troca foi proposta pelo presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, que teria oferecido a libertação de Felipe Torres e Francisco Galán, dois líderes do ELN que cumprem longas sentenças. Torres, depois de permanecer quase dez anos na prisão, será libertado nas próximas horas por decisão judicial, pois já cumpriu 60% de sua pena de 20 anos de reclusão e tem direito à liberdade condicional, de acordo com as leis colombianas. Galán tem pelo menos mais cinco anos a cumprir, a não ser que seja beneficiado por uma anistia.A Igreja Católica, que trata das negociações para a libertação de quatro israelenses, uma alemã, um espanhol e um inglês seqüestrados na "Operação Allende Vive", informou que sua função não é arranjar trocas. "Não podemos trocar pessoas como se fossem mercadorias", disse a jornalistas o cardeal Pedro Rubiano, líder da Igreja Católica na Colômbia, ao comentar a proposta de Beltrán.

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