Guerrilha curda declara cessar-fogo na Turquia

Um alto comandante do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) declarou um cessar-fogo unilateral a partir de domingo, mas o grupo que luta pela autonomia no sudeste da Turquia disse que não abandonará as armas. O comandante do braço armado do PKK, Murat Karayilan, fez o anúncio na região isolada das montanhas Qandil, no nordeste do Iraque, onde o grupo tem sua base. Ele acrescentou que o grupo vai atacar "apenas nos casos em que nossas forças forem alvo e não vamos realizar numa operação de natureza militar". Falando de seu esconderijo na montanha, ele disse que "este cessar-fogo será implementado por todas as partes dentro do PKK". Ele acrescentou que "se o Estado turco tiver uma solução democrática para a questão curda, nós abandonaremos as armas". O anúncio do cessar-fogo também foi divulgado pela agência de notícias pró-curda Firat em seu site na web. Segundo a agência, o grupo seguiu a orientação de seu líder na prisão Abdullah Ocalan. A decisão foi anunciada dez dias depois de o governo iraquiano ter dito que fecharia todos os escritórios pertencentes ao PKK no país. O porta-voz do governo, Ali Al-Dabagh, disse na ocasião que a decisão foi adotada porque "o Iraque quer manter boas relações com a Turquia e todos os países vizinhos, por isso o governo iraquiano decidiu fechar os escritório da PKK no Iraque". O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, e o presidente dos EUA, George W. Bush, devem se reunir na segunda-feira e discutir a luta da Turquia contra os separatistas curdos. A Turquia, no entanto, deve manter sua iniciativa militar contra os rebeldes. Ancara ignorou todos os anúncios de cessar-fogo feitos anteriormente pelo grupo, afirmando que não negocia com terroristas.

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