Guerrilha filipina anuncia trégua para Natal e Ano Novo

O Novo Exército do Povo está na lista de organizações terroristas da União Européia e dos Estados Unidos

EFE

24 de dezembro de 2007 | 06h14

A guerrilha comunista Novo Exército do Povo (NEP) anunciou nesta segunda-feira duas tréguas de dois dias cada por ocasião das festas do Natal (24 e 25 de dezembro) e Ano Novo (31 de dezembro e 1º de janeiro). As tréguas unilaterais da guerrilha comunista seguem a ação similar anunciada pelo Governo na semana passada, que estabelece um período de cessação de suas operações militares entre 16 de dezembro e próximo 6 de janeiro. Segundo um comunicado do porta-voz do ilegal Partido Comunista das Filipinas (PCF), Gregorio Rosal, a suspensão de operações também visa celebrar a fundação do PCF - foi fundado em 26 de dezembro de 1968, e não representa uma resposta à trégua anunciada pelo Governo. O chefe do Exército, general Alejandro Yano, qualificou o anúncio do NEP como tentativa de "criar uma falsa sensação de segurança entre as tropas". Em declarações ao jornal digital "Inquirer.net", Yano disse ter ordenado aos soldados que mantenham a guarda durante as festividades, principalmente depois de o NEP assassinar três soldados desarmados na ilha de Palawan enquanto compravam mantimentos no último dia 16, no início do cessar-fogo natalino do Governo. O NEP, fundado em março de 1969, está na lista de organizações terroristas da União Européia e dos Estados Unidos.

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