Guerrilha maoísta do Nepal mata 23 policiais e soldados

Confrontos com guerrilheiros maoístas, no oeste do Nepal, deixaram pelo menos 17 policiais e seis soldados mortos nesta quarta-feira. O número de mortos deve aumentar, pois 150 agentes podem estar desaparecidos, indicaram fontes militares.Os choques aconteceram no mesmo dia em que o rei Gyanendra se dirigiu à nação, ao completar o primeiro aniversário do golpe de Estado que deu a ele poder absoluto neste pequeno país montanhoso do sul da Ásia.Os rebeldes maoístas, que controlam grande parte do território do Nepal, aumentaram suas ações violentas nas últimas semanas, depois de colocar fim a sua trégua unilateral de quatro meses, em protesto contra a convocação de eleições locais para o dia 8 de fevereiro.O rei Gyanendra disse nesta quarta-feira, em sua mensagem à nação, que no último ano a situação de segurança melhorou no país. "As atividades terroristas se reduziram para poucas ações criminosas", afirmou."Há um ano, o Nepal caminhava na direção de um Estado fracassado, mas isso foi controlado", assegurou o monarca na mensagem de 20 minutos transmitida por rádio e televisão.Apesar de a oposição boicotar os pleitos locais de 8 de fevereiro, e do aumento da violência da guerrilha maoísta, o monarca reiterou que convocará eleições gerais para abril de 2007.

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