Guerrilheiros assumem autoria de atentados no México

Cinco grupos guerrilheiros se responsabilizaram por explosões ocorridas na madrugada de segunda-feira contra a sede do Partido Revolucionário Institucional (PRI), o Tribunal federal eleitoral e uma agência bancária na capital mexicana, e ameaçaram promover novos atentados se a situação no Estado de Oaxaca não for resolvida. "Assumimos plena responsabilidade pelos acontecimentos e pedimos desculpas aos cidadãos que tenham sido prejudicados", diz um comunicado assinado pela Coordenação Revolucionária, enviado à imprensa. Os grupos que assinaram o comunicado são o Movimento Revolucionário Lúcio Cabañas Barrientos, Tendência Democrática Revolucionária-Exército do Povo, Organização Insurgente Primeiro de Maio, Brigada de Justiçamento 2 de Dezembro e Brigadas de Libertação Populares. A Coordenação assegura no comunicado que os principais responsáveis pela violência social e política existente no México são "os senhores do poder e do dinheiro, que têm travado uma guerra suja neoliberal contra o povo do México". Os rebeldes ameaçam atuar "política e militarmente" contra as principais 40 empresas nacionais e transnacionais do país, assim como contra as instituições políticas e governamentais "espúrias" que "financiaram e executaram uma fraude de Estado" nas eleições de 2 de julho. As ameaças serão concretizadas se Ulises Ruíz, o governador de Oaxaca, permanecer no cargo, com o apoio do governo federal, e se as forças federais não saírem do Estado, ameaçam. A nota chama a Assembléia Popular do Povo de Oaxaca (APPO), que reúne vários grupos civis que se opõem ao governador Ulises Ruíz, de "movimento heróico de resistência civil, comunitária, autônoma e de autodefesa". O presidente Vicente Fox condenou os ataques, que chamou de "atos criminosos" para "aterrorizar a população". O presidente eleito do México, Felipe Calderón, num breve comunicado, afirmou sua "condenação categórica" aos atentados. O presidente do PRI, Mariano Palacios, exigiu que as autoridades esclareçam a explosão na sede do seu partido e pediu uma solução para os problemas políticos do país, "a fim de recuperar a tranqüilidade e a coesão social".

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